Friday, 5 April 2019





Interactive Collaborations
 
Yann Moulier-Boutang


  • As early as the 2000s, Yann Moulier-Boutang discussed in his article for Rem Koolhaas' Mutations the issues of cognitive capitalism, digital technologies but also the environment—a topic that has finally become pivotal now that it is finally perceived as problematic. He had already foreseen the return to a quest for meaning, which stemmed from the desire to find an approach to life that goes beyond the myth of progress and continuous growth, and to go on to live the “good life”. The destruction of the industrial era has accelerated and he now calls for an “ecology of thought,” referring to widespread urbanization and its main developments, including the consolidation of a “capitalism of intangibles” and the importance of externalities. He presents us with new conceptual tools to understand and to survive this state of complexity—most notably his concepts of “pollinization” and the “halo”, but also the importance of collaborative approaches, trust, and open data.
  • Yann Moulier-Boutang is an economist and essayist. He teaches at the University of Technology of Compiègne, at the Binghamton University of New York, and at Shanghai’s UTSEUS Complexcity laboratory.

Friday, 29 March 2019

 
As opções que a cultura ociedental foi fazendo ao longo da sua história, e na maior parte das vezes, justificada por um certo tipo de racionalidade fez com que se tivesse esvaziado o conteúdo qualitativo dos seres. A natureza tal como é apreciada pelo Relatório de Brundtland é vista sempre em função daquilo que nos pode dar, desvalorizando ou pura e simplesmente neglegenciando o seu valor intrínseco. Subjacente a este "materialismo utilitarista" está a convição de que o ser humano ocupa o topo da pirâmide evolutiva, auferindo de uma supremacia que o coloca numa posição superior em relação aos outros seres. Mas esta convição tem raízes culturais bem marcadas centrada na ideia de natureza (humana).
Com a ideia de natureza articula-se o esquema das espécies e nele a autonomia de cada espécie e a exaltação da diferença específica de cada uma, o que na prática significa a subordinação das espécies consideradas inferiores às superiores. Este contraste entre as diferenças específicas acaba por colocar o ser humano no centro do universo, ficando as diferenças sem garantia de uma verdadeira unidade.
Contudo, o que dá valor ao humano é o ser e não a sua natureza. É na experiência da acção que adquirimos aquilo que se pode denominar por sabedoria ontológica que consiste no desenvolvimento e na afirmação do valor da realidade e não apenas no valor da existência. Nesse sentido, aquilo que se reclama de  ser humano, é uma atitude de fidelidade a esse ímpeto de ser e não apenas ao perímetro do meramente antropológico. É uma experiência de unidade e de unificação diferenciante - parte de representações dadas, mas abre-se de forma renovada a novas manifestações e possibilidades.
Deste modo, é uma experiência que nos coloca a todos em relação - porque a base é ontológica e não antropológica. Não nos encontramos em relação com os outros seres como se de "alter egos" se tratassem, mas como seres, que também eles são, tal como nós, manifestações diferenciadas e diferenciantes do mesmo ser em que todos comungamos.
O nosso futuro comum passa pela comunidade e pela comunhão em que aquilo que há-de contar tem de ser a cooperação e não a competição sem regras, colocando menos peso na obtenção de bens externos e desenvolvendo e valorizando cada vez mais os bens internos. Mais do que procurar um Desenvovimento Sustentável, importa ir mais longe e construir uma Vida Sustentável, tal como é referido na Carta da Terra: "Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma reverência face à vida, por um compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, pela rápida luta pela justiça e pela paz e pela alegre celebração da vida." O caminho a seguir terá de passar forçosamente, quer queriramos quer não, pela adopção de um tipo de vida mais frugal e com impactos menos negativos nos ecossitemas. Sem esse esforço uma vida sadia na terra fica seriamente compriometida e a vida sustentável ver-se-á ameaçada.
 

Wednesday, 20 March 2019







Funding an ecological transition in Europe via ‘green money’ bonds would be economically justifiable. Paul De Grauwe
https://www.socialeurope.eu/green-money-without-inflation